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domingo, 30 de junho de 2013

Opinião: Star Fox Infinite

Nosso salvador
ou apenas um
falso profeta?
Se você se interessa pelo menos um pouco por videogames (e eu gosto de pensar que, se você chegou até aqui, é esse o caso), dificilmente conseguiu passar as últimas semanas sem ouvir falar sobre Bioshock Infinite e a genialidade do idealizador do game, Ken Levine. As análises menos empolgadas decretaram se tratar de “um jogo obrigatório”, enquanto as mais exaltadas chegaram a profetizar que “sua narrativa estabelece um novo patamar em excelência e revolucionará os videogames para sempre”. O consenso na comunidade gamer é que, se você não experimentou Bioshock Infinite, você não se importa com jogos. Então eu, pobre redator que só queria continuar me divertindo com o Star Fox 64 3D que minha namorada me deu de presente, tive de largar tudo e ir à loja mais próxima comprar o tal “jogo obrigatório” e entrar para o grupo das pessoas legais que montam altares de idolatria ao Ken Levine.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Opinião: Infantil ou infantiloide?

Texto originalmente
publicado na revista
Nintendo World 169
Conforme envelhecemos, o mundo parece se tornar um pouquinho menos colorido. Vamos nos estressando com as responsabilidades da vida adulta e acabamos ficando mais cínicos e deixando de lado quase tudo que nos divertia no passado. Paramos de ver desenhos animados, nos livramos de nossos antigos brinquedos e passamos a ignorar a infância como uma afirmação para o mundo de que abandonamos completamente essa época. Poderia existir algo mais infantil que isso?

Que atire a primeira pedra aquele que não fez pouco caso da Big N na última E3 quando o pueril Nintendo Land foi anunciado como carro-chefe da conferência, frustrando a todos que esperavam por um jogo arrasa-quarteirões. E que atire a primeira Gossip Stone aquele que, nos saudosos tempos do GameCube, não torceu o nariz ao assistir o anúncio de The Legend of Zelda: The Wind Waker que apresentava um Link cartunesco, rotulando o novo visual da série como algo “infantil demais”.

Não vou mentir para vocês, já fiz parte do grupo dos reclamões. Eu sei, eu sei, que vergonha! Mas até mesmo por isso posso afirmar que não poderia estar mais equivocado, pois basta jogar um pouquinho desses jogos incríveis para descobrir que se tratam de títulos surpreendentes, inovadores e, acima de tudo, divertidos. E nos divertir não é exatamente a principal razão para um videogame existir?